Domingo, 11 de Novembro de 2007

História de Cascais

Cascais é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa, com cerca de 33 300 habitantes. Situa-se a cerca de 30 minutos de Lisboa, junto à orla marítima. É a 4ª vila mais populosa de Portugal (depois de Algueirao-Mem Martins, Rio de Mouro e de Oeiras), a qual se tem recusado ser elevada a categoria honorífica de cidade, por motivos turísticos. Cascais é sede de um município com 97,07 km² de área e 181.444 habitantes, subdividido em 6 freguesias.
As freguesias de Cascais são as seguintes:
• Cascais
• Alcabideche
• Carcavelos
• Estoril
• Parede
• São Domingos de Rana
O município é limitado a Norte pelo município de Sintra, a Leste por Oeiras e a Sul e a Oeste tem costa no Oceano Atlântico, na famosa Costa do Estoril. Há pouco mais de 100 anos atrás, e devido aos maus acessos, costumava dizer-se que a "Cascais, uma vez e nunca mais". Porém a vila de Cascais é, desde finais do século XIX, um dos destinos turísticos portugueses mais apreciados por nacionais e estrangeiros uma vez que o visitante pode desfrutar de um clima ameno, das praias, das paisagens, da oferta hoteleira e gastronómica variada, e animação.
 
Cascais é um produto da Baixa Idade Média, existindo povoamento na sua região desde tempos muito antigos. Foi reconquistado aos árabes e passou para a mão dos reis portugueses no século XII.  
Na segunda metade do século XII, Cascais é uma pequena aldeia de pescadores e lavradores.
O topónimo Cascais parece derivar do plural de "cascal" (monte de cascas), o que se deve             relacionar com a abundância de moluscos marinhos aí existentes. Ainda assim, o território que actualmente alberga o concelho é sobretudo habitado no interior, denunciando a hegemonia das actividades agrícolas e o receio dos ataques dos piratas mouros e normandos. Em meados dos finais do século XIV, por deliberação de El-Rei D. Pedro I, Cascais foi elevado à categoria de Vila, com jurisdição cível e crime própria. No entanto, só em 1370 El-Rei D. Fernando confirmou a decisão de seu pai D. Pedro, criando o termo do concelho.
É por esta época que surge a paróquia de Santa Maria de Cascais.
 
Com o decorrer do tempo, Cascais passa a ser composto por duas freguesias:
• Nossa Senhora da Assunção;
• Ressurreição de Cristo.
O movimento da baía acresce no período inicial dos Descobrimentos e Expansão, ordenando D. João II, em 1488, a edificação de uma torre defensiva. É em Cascais que desembarca Nicolau Coelho, o primeiro capitão da armada de Vasco da Gama a chegar da Índia, no intuito de se deslocar até Sintra para informar o monarca da boa nova. Mais tarde, em 15 de Novembro de 1514, D. Manuel I concede o foral de vila a Cascais, o primeiro texto regulador da vida municipal, uma vez que persistia a utilização do foral de Sintra. 
No ano de 1580 as tropas espanholas, sob o comando do Duque de Alba, desembarcam em Cascais, conquistando a fortaleza e saqueando a vila. Também sob o domínio filipino, em 1589, aquando da tentativa gorada da conquista de Lisboa conduzida por D. António, Prior do Crato, os soldados ingleses que o acompanham roubam a povoação.
Consciente das deficiências defensivas da região, D. Filipe I mandará levantar a Fortaleza de Santo António do Estoril e fortificar com baluartes a antiga torre joanina de Cascais, que passa a ser conhecida por Fortaleza de Nossa Senhora da Luz. Não obstante, após a restauração da independência, em 1640, procede-se à edificação de uma vasta linha defensiva no litoral concelhio, ampliando-se e restaurando-se as fortificações existentes e construindo-se mais de uma dezena de fortalezas, sob a direcção do Conde de Cantanhede, encarregue da defesa da barra do Tejo, porta de acesso à cidade de Lisboa. De entre as estruturas então levantadas importa destacar a Cidadela de Cascais que, construída junto à, reforça consideravelmente a defesa deste ponto estratégico da costa.
Ainda que se tenha empenhado sobretudo no desenvolvimento do Concelho de Oeiras, Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e depois Marquês de Pombal, apresenta-se como um dos principais defensores da vinha e do vinho de Carcavelos, devendo-se-lhe, ainda, a concessão de benefícios para a edificação da Real Fábrica de Lanifícios de Cascais, em 1774. Todavia, aquando do terramoto de 1 de Novembro de 1755 a vila fora quase totalmente destruída.
A partir de 1859, com o início da construção da estrada ligando a vila a Oeiras e, depois, da estrada até Sintra, Cascais parece libertar-se da estagnação. Em 1868 surge o Teatro de Gil Vicente e dois anos depois a Família Real decide tomar banhos de mar em Cascais, adaptando os aposentos do Governador da Cidadela a Paço Real. A  vila transforma-se na rainha das praias portuguesas, enquanto o surto vilegiaturista imprime um rápido desenvolvimento a toda a orla costeira concelhia, coadjuvado pela  inauguração do primeiro troço de caminho-de-ferro entre Cascais e Pedrouços, em 30 de Setembro de 1889.Monte Estoril
É este o período do florescimento dos Estoris. Primeiramente o Monte Estoril, sob o impulso de uma poderosa companhia,  depois São João do Estoril, onde triunfa um individualismo secundado pela fama dos Banhos da Poça. Desponta, ainda, a nova Parede, projectada por Nunes da Mata, pelo que as antigas povoações do interior tendem a secundarizar-se, fenómeno a que se associam, mesmo, sedes de freguesia como Alcabideche e São Domingos de Rana.
Finalmente, sob a visão de Fausto de Figueiredo e do seu sócio, Augusto Carreira de Sousa, surge, em 1913, o projecto do Estoril enquanto centro vilegiaturista de ambições internacionais. O início da I Guerra Mundial implicará atrasos consideráveis na sua concretização, pelo que só em 16 de Janeiro de 1916 se procede à colocação da primeira pedra para  a construção do casino.
Segue-se um período de intensa construção nas zonas conquistadas ao pinhal, às terras de lavoura e às pedreiras, facilitada, desde 1940, pelo fácil acesso rodoviário proporcionado pela estrada marginal, junto ao mar. O concelho assume-se, então, como centro turístico de primeira ordem, recebendo durante e depois da II Guerra Mundial um elevadíssimo número de refugiados e exilados, de entre os quais importa destacar os Condes de Barcelona, o Rei Humberto II de Itália, Carol II da Roménia e inúmeras figuras do panorama desportivo e cultural.

Ainda hoje Cascais continua a manter esta vocação de espaço de acolhimento, norteando a sua actividade turística e cultural pelos critérios de qualidade exigidos pelos seus frequentadores.
Cascais honra-se de ter sido a primeira terra de Portugal a realizar uma experiência bem sucedida de iluminação eléctrica e a electrificar a tracção no seu ramal ferroviário.
Pertence, também a Cascais a única ponte existente sobre o Oceano Atlântico: a ponte de Santa Marta.
A história de Cascais é rica praticamente desde a sua constituição como Vila pela sua importância estratégica quer na era dos descobrimentos, quer depois da Restauração de Portugal, quando se construiu uma série de fortificações destinadas à defesa da costa e a entrada no Tejo. De igual modo os Presidentes da República procuraram também Cascais para passarem as suas férias, tendo mesmo o Almirante Américo Tomás fixado a sua residência particular na nossa Vila.
 
publicado por projectocascais às 17:05
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